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Maria da Penha ONLINE Governo do Distrito Federal
22/02/23 às 15h28 - Atualizado em 22/02/23 às 15h40

Carnaval da Paz: festa de 2023 registra redução de 49% na criminalidade

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O Carnaval de 2023 chegou ao fim e deixou boas lembranças aos foliões do Distrito Federal. O número de ocorrências criminais caiu 49% neste ano, em comparação a 2019, e 24% em relação a 2020. Mais de 1,5 milhão de pessoas curtiram a folia em algum dos mais de 100 blocos autorizados a circular pelo DF. Os dados foram apresentados em coletiva no Salão Branco do Palácio do Buriti, nesta quarta-feira (22), com a presença da governadora em exercício Celina Leão.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) aponta que, entre os dias 18 e 21 deste mês, foram registradas 404 ocorrências criminais – número que pode aumentar, tendo em vista que algumas vítimas não informam os crimes na data do acontecimento. Em 2019, foram 796 ocorrências e, em 2020, 535.

Celina Leão pontuou que, apesar de casos isolados de violência, o Carnaval de 2023 foi uma festa pacífica. Ela relacionou o resultado com iniciativas das forças de segurança, como a presença do efetivo policial nos blocos, a identificação de crianças em festas infantis e, ainda, a realização da Cidade Policial.

“Tivemos um aumento de foliões, em relação ao Carnaval passado, e o policiamento foi bem executado. A Cidade Policial também atendeu as expectativas, e a eficácia do policiamento”, afirmou Leão. “Foi a primeira vez na história do Distrito Federal que tivemos a Cidade, em que concentramos não só as forças de segurança, mas também a Secretaria de Saúde. Foi um local que funcionou 24 horas, com monitoramento e acompanhamento, evitando problemas mais graves”, completou.

 

 

O secretário de Cultura e Economia Criativa, Bartolomeu Rodrigues, ressaltou que a folia deste ano teve como regra a paz e o diálogo. “Tivemos um Carnaval realmente pacífico, de alegria, que voltou depois de dois anos de jejum, e já podemos dizer que Brasília está de novo no roteiro dos grandes carnavais. Não tenho dúvidas de que seremos pontos de referência nacional de um Carnaval em que o folião tem uma sensação de segurança que não tem em nenhum estado”, destacou.

Rodrigues também destacou a comunicação entre governo e entidades culturais. “Dialogamos com todos os blocos e representantes das comunidades. O papel do Estado nesse Carnaval foi todo baseado em transparência. Foi tudo acordado e conversado. Na minha opinião, além de ter sido o Carnaval da paz, foi também o Carnaval do diálogo”, defendeu.

Neste ano, houve a apreensão de 342 celulares subtraídos, 55 armas brancas e uma arma de fogo, além de 17 ocorrências envolvendo entorpecentes, entre outras. Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, o número de objetos perfurantes recolhidos e os casos autuados em flagrante provam a efetividade da atuação policial.

“Importante mostrar o trabalho energético que foi feito não só na apreensão das armas brancas, que poderiam ter sido utilizadas, como a atuação rápida da polícia em prender em flagrante aqueles que desferiram golpes contra os foliões”, frisa Avelar. “A mensagem que queremos passar é que o Carnaval em Brasília é pacífico, da paz, e não vamos admitir que a criminalidade venha manchar a imagem da nossa festa”, acrescentou.

Cerca de 10 mil profissionais de todas as corporações de segurança participaram das operações de fiscalização. A Defesa Civil realizou 44 vistorias. O Corpo de Bombeiros promoveu 113 atendimentos e disponibilizou 136 viaturas para os serviços.

 

 

Atendimentos de saúde

A Secretaria de Saúde (SES-DF) realizou 102 atendimentos, dos quais somente três pacientes ainda estão internados. Os atendimentos foram em decorrência de lesões corporais, lesões por arma branca, agressões físicas, quedas, intoxicações por substâncias lícitas e ilícitas, entre outros. Não houve óbito no período carnavalesco.

Quanto ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foram registradas 307 ocorrências, sendo que nem todos os atendimentos se converteram em hospitalização. Foram utilizadas, em média, 100 unidades móveis, por dia, entre avançadas, intensivas, básicas e motos.

A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, afirmou que, antes do Carnaval, foi executado um planejamento para reduzir a taxa de ocupação dos equipamentos de saúde, para garantir a fluidez nos atendimentos durante a folia. Disse também que a demanda proveniente da festa não prejudicou os demais serviços.

“As nossas 13 UPAs (unidades de pronto atendimento) permaneceram atendendo, os nossos hospitais da mesma forma. Continuamos atendendo as doenças crônicas, as intercorrências do dia a dia, além das questões do Carnaval. E, mesmo com toda essa demanda, a rede de atenção à saúde foi capaz de dar uma boa resposta e a população teve assistência, não só nas portas de emergência, mas também nas tendas em que estávamos presentes”, explicou Florêncio.

 

Paz e diálogo

O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu mais de R$ 7 milhões na realização dos blocos. R$ 4,6 milhões foram do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), repassados para 34 blocos. Outras 84 iniciativas carnavalescas receberam R$ 2,8 milhões de emendas parlamentares dos deputados Fábio Félix, João Hermeto, Iolando Almeida e Eduardo Pedrosa. Houve, ainda, investimento em publicidade.

Vinte e dois blocos foram coordenados por mulheres, nove eram voltados para o público infantil e quatro foram realizados para pessoas com deficiência (PcD). Além disso, a verba atendeu as regiões de Taguatinga, Ceilândia, Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Cruzeiro, Asa Sul, Asa Norte, Área Central do Plano Piloto, Parque da Cidade, Eixo Cultural Ibero-americano, Candangolândia, Jardim Botânico, Sudoeste, Riacho Fundo e Guará II.

Dentre os blocos que receberam recursos do FAC, 12 eventos foram fomentados para atender diretamente a população em situação de vulnerabilidade. O valor implementado nas iniciativas representa mais de 30% do total investido pela Secec-DF. E entre as ações que receberam emendas parlamentares, por meio dos termos de fomento, 60% celebravam a diversidade e tinham como atrações artistas LGBTQIAP+ e de regiões administrativas.

A realização dos blocos gerou 6 mil empregos diretos e outros 17 mil indiretos. Os novos postos de emprego movimentaram a economia criativa das regiões administrativas e do Entorno em mais de 20%, com serviços que englobam hospedagens, viagens, eventos, bares, restaurantes, vestuário e ambulantes.

Dentre o público carnavalesco, mais de 340 mil pessoas estiveram no Parque da Cidade. A festa foi celebrada por sete blocos, no estacionamento 9 e 12. E o que mais movimentou o espaço foi o Bloco Baratinha, que animou 96 mil crianças, jovens e adultos no dia 19. Além disso, apenas com a folia celebrada no parque, foram gerados 1.082 empregos diretos e 3.240 indiretos.

 

Comércio seguro

A Subsecretaria Executiva das Cidades da Secretaria de Governo informou que foram expedidas 729 autorizações para o exercício do comércio ambulante. Não houve registro de incidentes em relação aos comerciantes, conforme informações das administrações regionais.

A Secretaria DF Legal fiscalizou 71 eventos, dos quais oito foram interditados por ausência de licença; houve 16 apreensões por comercialização de produtos proibidos e perigosos (bebidas em garrafa, perfurocortantes e sem autorização) e apreensão de 2.562 garrafas de bebidas. Também ocorreu a vistoria de 4.342 ambulantes, dos quais 825 estavam sem autorização. As operações contaram com 310 servidores e 40 veículos da pasta diariamente.

 

Folia cidadã e responsável

O Carnaval de 2023 foi o mais limpo da série histórica do Distrito Federal, com relação à quantidade de resíduos recolhidos. Cerca de 26,6 toneladas de resíduos foram retirados das ruas pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) durante o Carnaval no Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga, Águas Claras, Brazlândia e Estrutural. Em 2019, houve a coleta de 49,7 toneladas e em 2018, 82 toneladas.

A força-tarefa de limpeza contou com 1.167 garis, distribuídos nos principais pontos do DF, além de 20 fiscais por dia e 38 veículos para ações de limpeza e fiscalização. Neste ano, mais de 8,4 mil sacos de lixo foram utilizados.

As equipes do SLU vão avaliar os blocos que participaram da campanha Folião Cidadão Não Joga Lixo no Chão, para premiar os dez mais limpos com o troféu “Folia Limpa BSB”.

Ainda sobre a responsabilidade dos blocos e foliões, o Instituto Brasília Ambiental monitorou cerca de 70 blocos com o objetivo de coibir a poluição sonora em todo o DF. Apenas dois blocos e dois bares foram flagrados emitindo poluição sonora por som ao vivo e/ou mecânico e serão autuados com multa.

Volta para casa

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) realizou 120 ações de policiamento e fiscalização de trânsito, com pontos de demonstração, patrulhamentos e blitzes, e atendeu 73 eventos de Carnaval em diversas regiões administrativas, entre os dias 17 e 21 deste mês.

Foram abordados 880 veículos: 127 foram removidos para os depósitos; 192 condutores estavam dirigindo sob a influência de álcool; 50 condutores não possuíam habilitação; e 36 estavam com a CNH vencida. No total, foram lavradas 1.158 infrações diversas, das quais 435 eram por estacionamento irregular. Sete condutores foram presos em flagrante por dirigir sob influência de álcool, fazer manobras perigosas e desacatar os agentes de trânsito.

Já o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) informa que foram registradas 84 ocorrências por recusa de realização de teste do bafômetro; 24 por inabilitação do condutor; 55 remoções de veículos ao depósito; 85 infrações por inoperância de equipamento obrigatório, como sistema de iluminação ineficiente ou adulterado, mau estado de conservação, não utilização do cinto de segurança, excesso de lotação e alteração de características do veículo.

Além disso, conforme o DER-DF, 33 motoristas estavam com CNH vencida e outros dois com a capacidade psicomotora prejudicada. Houve ainda um crime de alcoolemia, uma autuação administrativa em razão de alcoolemia e 17 testes de etilômetro.

 

 

Novos dados

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) realizará uma pesquisa sobre o comportamento dos brasilienses durante a folia. A coleta será por telefone a partir do dia 27.

 

Catarina Loiola, da Agência Brasília

Fotos reunião: Renato Alves/Agência Brasília

Foto ambulante: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Foto garis: SLU

Fotos carnaval: Lívio di Araújo/ASCOM RA-PP

 

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