02 de dezembro

GDF - Administrações Regionais GDF - Administrações Regionais GDF - Administrações Regionais GDF - Administrações Regionais
23/02/21 às 11h47 - Atualizado em 23/02/21 às 11h54

Administração debate paisagismo urbano com MPDFT

COMPARTILHAR

Para pensar estratégias para melhorar o paisagismo urbano em prol do benefício público, a Administradora do Plano Piloto, Ilka Tedoro esteve em reunião online nesta segunda-feira, 22/2, com o promotor de Justiça Roberto Carlos Batista, da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) do MPDFT. O objetivo é ampliar o debate público e esclarecer para população quais são as espécies de árvores indicadas para o plantio e em quais locais essa prática deve ser adotada sempre com a orientação de especialistas para evitar prejuízos como a queda de árvores e interferência nas redes de águas pluviais e elétrica.

A grande preocupação apontada pela Administradora da RA-PP é que, por Brasília ser considerada uma cidade parque e abrigar uma grande quantidade de árvores plantadas à época da construção de Brasília, quando ainda não se valorizava tanto as árvores de cerrado, muitas delas estão com prazo de vida limitado. Ou seja, a maioria tem mais de 60 anos e estão prestes a cair.

“As árvores trazem uma grande qualidade de vida e um grande diferencial para nós aqui no Plano Piloto, mas o paisagismo urbano precisa ser planejado de acordo com o bioma nativo no qual o território está inserido, que no caso de Brasília é o Cerrado”, explica Ilka.

O benefício do plantio de espécies nativas no paisagismo urbano, para além da adaptação ao ambiente, é a maior resistência às pragas e a contribuição para permeabilidade do solo. A plantação de espécies exóticas, ou seja de outro bioma, oferecem uma série de consequências como a interferência nas redes de águas pluviais e elétrica, a facilidade de contrair infestações e pragas e o aumento do risco de desabamentos.

Para o promotor Roberto Carlos Batista a inclusão da população no debate pode favorecer o esclarecimento e apontar os perigos causados pelos plantios sem orientação. “Não se pode impedir a população de plantar, pode-se orientar o que se pode plantar”, esclarece.

A Administradora agradeceu a parceria firmada com a 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) do MPDFT na proposição de soluções conjuntas e ressaltou que a participação da população é fundamental em qualquer ação ou política do estado que possa impactar na sociedade como um todo.

Além de pensar melhores formas de orientar a população sobre o plantio de espécies nativas na cidade, foram debatidas na reunião online estratégias para utilização dos resíduos de podas para adubar jardins comunitários e campanhas educativas para os grandes geradores de resíduo para sugerir práticas de sustentabilidade como a compostagem e adaptação às exigências condicionantes para manter o estabelecimento em funcionamento sem prejudicar a comunidade circunvizinha.

Texto: Ramíla Moura/ASCOM-RA-PP

Prints da Tela: Ramíla Moura/ASCOM-RA-PP

Foto da árvore caída: Emanuelle Sena/ASCOM-RA-PP

Mapa do site Dúvidas frequentes Comunicar erros